27 junho 2008

I Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado.




No próximo fim de semana, dos dias 27 a 29 de junho, ocorrerá na Reserva do Bananal a primeira Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado. O tema da jornada é "O Santuário Sagrado dos Pajés na rota ancestral indígena do Planalto e do Cerrado", e contará com a participação de pesquisadores/as e arqueólogos/as do Brasil e de outros países, além da participação de professores/as da Universidade de Brasília como o antropólogo José Jorge de Carvalho e o linguista Aryon Dall'Igna Rodrigues, um dos maiores pesquisadores de línguas indígenas do mundo.

A comunidade do Bananal convida todas as pessoas que queiram saber um pouco mais sobre a ancestralidade da região central do Brasil a participarem do evento. O valor sugerido como contribuição para o evento é de 20 reais -- não é obrigatório pagar, o dinheiro arrecadado será utilizado para custear a alimentação e a confecção dos certificados. A inscrição poderá ser feita na Flora Medicinal, no térreo da FUNAI, ou na Biblioteca Central da UnB com o Rafael. Confira a programação completa do evento clicando em: http://santuariodospajes.naxanta.org/index.php?n=Noticias.IJornadaTribalDeArqueologiaDoPlanaltoEDoCerrado.

A Comunidade da Reserva Indígena Pluriétinica do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliário-financeira do Governo do Distrito Federal, segue sua luta em defesa da última área de vegetação nativa do plano piloto. A luta é também em prol dos mananciais hídricos da região -- onde a TERRACAP (Companhia Imobiliária de Brasília) quer construir um bairro com a primeira etapa prevista para 40 mil pessoas da classe A (chegando a mais de 120 mil com a segunda etapa do projeto) -- e em defesa da diversidade cultural e sócio-ambiental na capital do Brasil.

23 junho 2008

1ª Bicicletada AUTÔNOMA


Compareçam e tragam cartazes, adesivos, stencil, stick. A cidade é nossa!

18 junho 2008

Documentário com Punk´s

nesse site http://www.spit.ca/ vocês poderão conferir alguns trechos de um documentário sobre uns punk´s do canadá, parece interessante...

"O Amor Venceu a Guerra.".


"O amor, e não a vida, é o contrário da morte.", Roberto Freire.


O Amor Venceu a Guerra (com alguns errinhos, da edição da edição da letra, :))
Letra: Gog.

É bem mais fácil, falar da dor./E bem mais fácil que falar do Amor./Dá mais ibope, chama atenção pros parceiros do mundão, né não?/



Meu vizinho vacilou, se entregou, não tive pena,/ na seqüência dependência,/ choro, algema./Seu refugio, um canto do banheiro,/ na porta gritaria, mãe, civil, 6 bombeiros./Nessa hora realmente o que se faz mais ausente,/ nessa hora o melhor se livrar do presente,/ e mirar no futuro pra se sentir mais seguro./Procurar uma luz que clareie esse escuro./Na saída de casa começa o desafio:/ olhares que condenam inquisidores no cio./Eu de cá do meu sobrado ganhando a cena,/ amizade é amizade, esquema é esquema./Tava aqui em casa, ele quem pediu, quem quis./Não fui oferecer, ele colou com o nariz./ Agora vou dizer, não tenho o mínimo remorso./Se ele fosse cabeça podia ate ser sócio./ Veja só o que eu consegui com meu trabalho./Casas, jóias, conta corrente, carros, nacionais e importados,/ todos caros,/ altos sapatos, casacos raros./



O que cansa é o entra e sai constante,/ cliente que conversa expressa bastante./Futrica, pergunta, quem não deve não aguarda ali mesmo se serve./Me apresento, sou comerciante,/ membro da comunidade atuante,/ homem que amarra dinheiro com barbante,/ sem receio,/ odeio/ o nome traficante./Pega mal,/ parece mercado informal,/ me esforço pra ser um bom profissional./Fornecedores, compradores com horário na agenda,/ amizade é amizade, e esquema é esquema./Consegui sair da fome e da miséria,/ sem precisar usar um caderno 10 matérias./E você com esse olhar estranho.../ Pergunta o que eu ganho, o que ganho?/



-Prestigio, muito fama,/ sobre a cama/ mulher dama,/ muitos trutas, muita grana,/ saí do pó, saí da lama./ Nunca perde, sempre ganha,/ sempre bate, nunca apanha,/ ninguém chama pro combate, ameaça te estranha./Seu nome corre trecho,/ na quebrada só respeito,/ até seus erros são aceitos,/ mandou, falou tá feito./É pouco pra você?/ Parar porquê?/ Quer me convencer?/ O que você tem pra oferecer?/Sou fruto aqui dessa terra./O amor versus a guerra/



REFRÃO

O amor, o amor versus a guerra./

O amor, versus a guerra.../



É bem mais fácil guardar rancor,/ é bem mais fácil que dizer que perdoou./Dá mais ibope, chama a atenção,/ mas faz mal pro coração./



Esses dias numa festa na favela aqui em cima./Uma dona me olhou, com olhos tipo quem intima/A moleca era linda,/ dormi e acordei com aquele olhar./Bem cedinho subi o morro fui me informar./Uma convidada mora ali ao lado, vamos lá./Chegando lá aquele mesmo olhar./ Me apresentei, não disse uma palavra./Sabe quando parece que você não agrada?/ Mas que nada, à noite tem balada./Várias baladas,/ todas virando a madrugada,/ tem pra fumar, pra cheirar nunca falta./Tem quente, tem gelada./ Segurança, muita arma./Mas aquela mulher não me saia da cabeça,/ vou lá na casa dela aconteça/ o que aconteça./Bati palmas, ela saiu,/ na seqüência, só acredita, quem viu./Me tratou mal, me chamou de dito cujo,/ disse que não se renderia ao meu dinheiro sujo./Que não estava em seus planos/ um homem que não viveria ate os 30 anos./Sem pausa, despejou toda sua ira./ Perguntou algo: --Como você respira?/Fúria no olhar, desprezo, palavras cortantes,/ o pior, adiante,/ me chamou de traficante./Sai arrasado,/ quase bati o carro./Bebida, bebida, cigarro, cigarro./



-Eu apaixonado por uma moradora da favela?/

(Não)

-Alem de petulante, vendedora de panela?/

(Que é isso)



A gente constrói os castelos de areia,/ e descobre os erros no frio da cadeia./ Até acreditava que fosse sujar e eu cair,/ mas calculava, tem acerto, eu pago pra sair./Agora aqui, lençol fino, chão gelado,/ sem dentes com o rosto deformado./Todo dolorido, por fora e por dentro,/ aqui tortura tem o nome de depoimento./Adivinha quem me visita no fim de semana?/Quem eu amo sem ter levado pra cama./ Quem?Domingo passado realizou meu desejo,/ nosso primeiro beijo./



Paguei o que devia pra justiça do homem,/ pro verdadeiro juiz meu pecado foi ontem./Uma geração de dependentes/ foram meus clientes,/ presos, mortos, agonia pros parentes./Lembrei na hora do meu antigo vizinho,/ sem contatos há 11 anos, mas sei o caminho./Trêmulo, bati palma, entrei tomei café , me emocionei com humildade./Morei anos aqui e nunca notei isso,/ vegetei anos aqui, eu era um morto vivo./Demorei, mas perguntei pelo Fábio./ Internado em uma casa de recuperação de drogados./Só não desmoronei pois já estava preparado./Diferente, agora me sinto culpado./



A semana toda passei agoniado./ Lá estava eu, madrugada de sábado./ O encontrei no jardim aguando as plantas./ Ali mesmo tivemos uma conversa franca,/ ali mesmo ensopei minha camisa branca./Me senti aliviado, tirei um nó da garganta,/ a violência com atitude impensada gera./ Não sou mais um entre a ganância e a capela./



(Ah o Fabio, hoje e gerente na fábrica de panela,/ também é padrinho da minha filha mais nova, a Gabriela)/Escapei e tô aqui só pra concluir,/ relatos como o meu são milhares aí./Faço parte de uma historia que nunca se encerra./E até aqui.../O amor venceu a guerra./



REFRÃO

O amor, o amor venceu a guerra./

O amor, venceu a guerra.../

02 junho 2008















Então galera, primeira postagem do isqueletinho é na realidade
mais um agradecimento a tod@s que colaram no punknique, que
fizeram nossa confraternização e o rango possiveis!Po,
um beijinho especial pro Cled que acreditou desde o inicio
que daria tudo certo!hahahahahahah!
Que venham mais punkniques e mais aprendizados
com pessoas tão fodas!




Tour da Banda Anarcopunk Oi Polloi

Oi Polloi - Global Dissent (Documentary)
The Oi Polloi Tour Documentary, following the band and the D.I.Y., anarchist, squatting, punk & anti-fascist scenes from 1994 "Global Dissent: Anarchist Music & Action" by Brian Tipa (Part 1 of 4) 38 Min. in total
Oi Polloi Global Dissent (Part 1 of 4)http://www.youtube.com/watch?v=mBW1I1MTgyQ
Oi Polloi Global Dissent (Part 2 of 4)http://www.youtube.com/watch?v=uGFkLQ1p1Nc
Oi Polloi Global Dissent (Part 3 of 4)http://www.youtube.com/watch?v=3TtSSyisGi0
Oi Polloi Global Dissent (Part 4 of 4)http://www.youtube.com/watch?v=_BBemycbBqs

28 maio 2008

Sala de notícias anarcopunk!

<<http://anarcopunknoticias.blogspot.com/>>, é o endereço para este interessante "blog".

"Blog de Noticias Anarcopunk

Es un espacio que nació ya hace más de 1 año y es llevado por diferentes individualidades de todo el mundo. Lleva noticias de todas partes para las personas que hablamos en español.

Para que este espacio tanto electrónica como socialmente crezca, necesitamos de tu ayuda:

Manda reseñas de tus acciones, conciertos, fechas de tours, nuevas ediciones, fotos, recetas, demos, lo que quieras y ¡Hagamos del punk nuevamente una amenaza real para el poder!

Envía tu info. a noticias.anarcopunk@gmail.com ¡Por el contrario deja tu comentario!".

25 maio 2008

COMECE ALGO!


Palavras simples transmitem idéias simples, só que, mesmo assim, elas podem fazer muito para fortalecer e enriquecer nossas vidas se nós simplesmente fizermos algo. Mas o que é "algo"? Bem, me diga você! Talvez fazer música, gargalhar alto, escrever um zine, começar o seu próprio jardim, andar de skate, pintar,aprender uma nova língua, cozinhar, fazer filmes caseiros, escrever cartas, dançar, fazer alguma coisa ao invés de comprar, pensar, se organizar em torno de uma questão ou até mesmo fazer um show punk... Qualquer mudança positiva ou criatividade em nossas vidas faz a vida valer ser vivida. E, é claro, não há razão para ser egoísta! Vamos compartilhar nossas idéias, os frutos do nosso trabalho e expressão, com outros camaradas. Existem pessoas por todo mundo e em nossas próprias cidades e vizinhanças que estão literalmente morrendo para ser ouvidas... Vamos estender as mãos em solidariedade com a comunidade do mundo. Vamos encorajar, apoiar e respeitar uns aos outros e a harmonia e inspiração vão brotar. São esses mesmo princípios que fazem valer a pena estar envolvido na cena punk internacional (underground). Nós começamos algo, nós apoiamos e cooperamos uns com os outros. Fizemos amizades para o resto da vida por meio disso e aqui está um pedaço de nós que gostaríamos de compartilhar...



[Do panfletinho -- muito bom! -- de abertura do evento "Caga-Sangue" deste ano. Ética de autogestão, ética punk! Foto retirada de: http://masallade.blogia.com/2006/agosto.php.]

22 maio 2008

Carta aos pres@s polític@s cosmopolitas







...
Querid@s comp@s e amig@s cosmopolitas:






Esta é uma carta à tod@s vocês que são pres@s politic@s. Uma carta escrita para tod@s, vind@s de qualquer lugar, encarcerad@s em todos os cantos do mundo por escolherem seus destinos. Por mudarem suas vidas. É uma carta que serve pra muita gente, mas que foi feita com bastante carinho e especialmente pra vocês, meus querid@s. Porque a preocupação existe junto com a saudade, fortes e doloridas no peito.






É certo que somos tod@s pessoas bem diferentes, mas tivemos o imenso prazer de nos encontrarmos e nos conhecermos, em maior ou menos grau, e agora a qualquer momento podemos pensar um no outro e lembrar quem somos, deixar fluir a imensa saudade que sentimos no peito, maior agora já que é grande a distancia entre nós, quase insuportável.






Nós construímos juntos um sonho e fizemos dele uma realidade. Trabalhamos, fizemos projetos, demos nosso suor, compartilhamos coisas, sorrimos e cantamos juntos. Foram dias memoráveis, seguidos agora por dias tão difíceis.






É impossível imaginar daqui o que vocês estão passando e como estão se sentido agora. Deve ser um pesadelo vivo. Sentir uma forte saudade de alguém, de um abraço, de uma cama, de poder andar em um gramado, em areia molhada, de poder rir alto, muito alto mesmo. Saudades de poder ser você mesm@. A gente, daqui, não sabe como é estar aí pres@, controlad@, vigiad@, sem que o tempo passe e sem saber o que fazer. Apenas podemos imaginar com dificuldade como isso pode ser degradante, como pode envenenar o espírito e massacrar aquilo que existe de precioso em cada um de nós, nossa força, nossa chama, nossa dignidade, nossa coragem.






Mas é esse o objetivo deles. Sempre foi. Aniquilar o diferente, normatizá-lo, contê-lo. Criminalizar um movimento social, autônomo, rebelde e revolucionário é uma prática histórica, geralmente brutal. É violentar um sonho, pervertê-lo, transformá-lo em um pesadelo. É humilhar e rebaixar uma pessoa até o ponto onde ela não se conheça mais, até que o brilho de seus olhos se torne opaco. Pensamos que essa experiência pode ser o que há de pior na vida de alguém.






Mas nós conhecemos vocês e sabemos como o brilho de seus olhos são vívidos, fortes, insuperáveis. Pois neles está a ousadia de viver a vida que realmente queremos. Conhecemos o seu desejo por um mundo novo, diferente, libertário. Acreditamos sim que o que vivemos e o que iremos viver é algo bem maior, livre. Pq eles não podem tirar isso de nós: o direito de decidir, de criar e viver nossas próprias vidas.






Estamos aqui nos esforçando para que vocês possam sair em liberdade o quanto antes, para que possamos abraçá-los calorosamente até sentirmos nossos corações batendo forte no peito e nos sentirmos juntos novamente. Vivos. Pq se eles nos matam um pouco, cabe a nós redescobrirmos e reinventarmos nossas vidas. Todos os dias. E estaremos aqui para isso. Se vocês perderam algo nesses dias dolorosos, saibam que estaremos aqui para que juntos possamos reencontrar. Seja lá o que for, leve quanto tempo for. Nós te amamos, muito. Estamos e estaremos aqui para vocês, hoje e sempre.






Por uma vida sem prisões!



Por um mundo sem grades e sem fronteiras!



Por uma vida sem injustiças!



Saúde e força!
[Carta escrita por camarada anarcopunk ao final de 2007.]

21 maio 2008

Estamos de volta!!!

Pelo bem da humanidade, diga não à paz
Lumpen

A urgência da nova aurora, refletida nos olhos ansiosos por justiça. Guerras justificadas, pela falsa idéia de um progresso inevitável. No caminho, tecnologia e morte de mãos dadas, mas estamos abrindo as janelas e a cada vitrine quebrada a liberdade respira. O branco do vazio tentando nos sufocar, promessas de tranqüilidade se mostram falaciosas. Um preço muito caro por prazeres tão efêmeros, consumidos pelo mercado, apagadas as diversidades. Dicotomia exercida para justificar os corpos que caem, o bem contra o mal em mais um filme repetido, não importa se é por uma identidade nacional, ou em nome do capital.
Meu pai mostra a verdade, morto pelo estado, erro médico, férias na véspera do seu holocausto. Agora você treme ao ver que o fim da história não chegou. Agora você treme ao ver que a história não chegou ao fim.
Ouçam os gritos, a luta-de-classes não acabou. Levante-se e morra de pé, pois suas suplicas não nos farão voltar um só passo. O seu sangue azul, regando as flores do nosso jardim. Regando a flores do nosso jardim, o seu sangue azul.

05 dezembro 2007



É com prazer que o Koletivo de Resistência Anarcopunk e a Convergência de Grupos Autonomos convida a tod@s para a Flor da palavra y Jornadas Anarcopunx. Esse é um evento aberto que não tem uma linha a ser seguida, é um evento que aponta em várias direções e a maioria das atividades vai ser construida por quem estiver lá,esse evento é feito para aquel@s que se sente excluid@s(nem que seja por nós mesm@s), para aquel@s que discordam de nós, das nossas frases e das nossas práticas, é para aquel@s que conseguem entender que a nossa luta contra o capitalismo já faz parte da construção de um outro mundo e sobre tudo é para aquel@s que querem lutar de forma autonoma.

Sejam Bem vind@s!

15 outubro 2007

Últimas Notícias Sobre A Casa das Pombas, Brasília.




Doações para a Comissão Legal, enviar email para: casa_das_pombas @ riseup.net

Continua a criminalização dos movimentos envolvidos na construção do Centro Cultural Casa das Pombas, em Brasíla. Há dez ativistas presas/os nas penitenciárias no DF. O Centro Cultural, que funcionava como espaço comunitário de convivência entre indivíduos e grupos autônomos de Brasília, já durava mais de um mês. Porém, no início desse semana, ocorreram duas batidas policiais no local que deteram mais de 15 ativistas, havendo várias violações dos direitos de defesa das/os mesmas/s.

Na madrugada dessa quinta-feira, dia 11, os/as detidos/as na segunda batida, acusadas/os pelo crime de formação de quadrilha pelo delegado Damião Lemos, foram encaminhados/as para penitenciárias locais, aonde passaram a noite. É de conhecimento público que os grupos que por ali circulavam tinham como postura ideológica uma crítica na relação estabelecida pelo capitalismo entre propriedade privada, crescente especulação imobiliária, e o poder de mando das corporações. O prédio em que o Centro funcionava pertencia ao Banerj, que foi recentemente comprado pelo grupo Itaú, e que estava abandonado há mais de doze anos, com dívidas acumuladas de impostos não pagos.

O grupo de advogadas/os de defesa elaborou um pedido de habeas corpus, o qual foi negado pelo juíz responsável pelo caso, Jerry A. Teixeira. Ao meio dia de hoje (11) um pedido de liberdade provisória foi encaminhado ao Tribunal de Justiça (TJ) do DF. Os movimentos estão aguardando as decisões judiciárias que serão efetivadas, no mais tardar, pela noite. A situação das/os estrangeiras/os precisa ser legalizada e para isto duas das detidas deverão pagar a quantia de mil reais cada uma.

É importante a solidariedade, tendo em vista que se trata de prisões políticas que atacam diretamente a organização de diversos movimentos sociais no Brasil. O Centro de Mídia Independente manifesta sua revolta frente à perseguição sistemática aos movimentos sociais, principalmente os que colocam em xeque a especulação imobiliária.

Ocupação é despejada e ativistas são detidas/os em Brasília.

Durante o Grito dos Excluídos desse ano, 7 de setembro, o Koletivo de Resistência Anarcopunk (krap) junto a outros grupos/indivíduos da Convergência de Grupos Autônomos do Distrito Federal (CGA-DF) ocuparam um prédio no centro de Brasília, que estava abandonado, há mais de 10 anos. O proprietário do prédio é o BANERJ(Banco do Estado do Rio de Janeiro), antigo banco brasileiro que foi comprado em 2004 pela iniciativa privada, o Banco Itaú. Dessa forma surgiu a ocupação "Casa das Pombas", dando espaço para iniciativas sociais na cidade.

Porém, na noite dessa segunda-feira, dia 8, após mais de um mês de ocupação, os ativistas foram surpreendidos por uma ação do Batalhão Tático da Polícia Militar do Distrito Federal. Armada com metralhadoras, revirando todos os móveis e apreendendo materiais impressos, os policiais chegaram a afirmar que encontraram drogas. Cinco ativistas latino-americanas foram detidos/as e levados/as para abrir inquérito na sede da PF. O único ativista brasileiro que estava na casa no momento foi encaminhado para uma delegacia da Polícia Civil e também interrogado. Durante a interrogatório, o delegado repetiu diversas vezes que o antigo proprietário, o banco BANERJ, estava entrando com pedido de reintegração de posse.

Na madrugada dessa terça-feira, às 2h da manhã, todos as/os ativistas já haviam sido liberadas/os e numa assembléia extraordinária resolveram resistir no local até que o pedido de reintegração chegasse oficialmente, com a disposição de levar a luta no campo jurídico. Alguns ativistas permaneceram no local para passar a noite. Porém, na manhã dessa terça-feira (9), às 10h, a PF e a Polícia Civil invadiram o local, ameaçaram com metralhadoras as/os ativistas que estavam do lado de fora e mantiveram por mais de uma hora as/os dez moradores lá dentro. Durante a tarde, o delegado da Polícia Civil afirmou que as pessoas responderão por crime de formação de quadrilha e esbulho possessório.

Esta ocupação nasceu de uma luta histórica do movimento autônomo do DF em transformar espaços vazios em lugares vivos e ativos. O local já abrigou reunião de diversos grupos, dentre várias outras atividades, e se tornou um legítimo Centro sócio-cultural.

Convocatória Aberta às Pessoas Comuns.

Encantamento de nossas vidas.
A todas as pessoas companheiras, que dividem conosco, além de vidas cinzas, as lutas para ocuparmos e colorirmos o descaso imposto pela ganância urbana do lucro, da especulação de poucos sobre muitos.
A todas que partilham dos sonhos cotidianos de uma vida com liberdade e alegre de quem não quer acumular capital e resiste contra ele.
Amigas, não é de hoje que as existências iniciam e acabam, mesmo quando nos seus momentos de maior intensidade, em preto e branco – como sem significado, roubadas, exploradas -, inseridas como estão num ambiente descolorido massificador, cheio de concreto, de aço, de imponentes edifícios que arranham o céu, além de muita competição de mercado e de especulação de coisas - sim, coisas - móveis - como nós – e imóveis. Estas coisas “imóveis”, a serem ocupadas pelo povo, construídas que foram por esse mesmo povo, deveriam ser ocupadas, tratadas, reformadas, trocadas, concedidas, pintadas, conservadas, ressignificadas por ele. Não é isso? Na realidade e no tempo atuais, ou de séculos atrás, não é. O que a gente vê é a grande e fria distância entre nós e aquilo que deveria ser nosso espaço. Ora, porque isso acontece? Acontece porque as forças dominantes, dos ricos, têm seus valores, sua cultura: tem mais valor o objeto a ser vendido, o lucro, do que as pessoas. Tudo é visto como “coisa”, inclusive as pessoas, levando as outras “coisas” - imóveis -, que não são autônomas, a serem mais bem tratadas do que as pessoas. O lucro, e assim, a mercadoria, e a propriedade privada, importa mais do que as pessoas. O Estado e o Capital deixam claro: os espaços não podem ser populares, da sociedade, usados, ressignificados pela gente, e o pior, depois de construídas por nós mesmas, pessoas comuns! Então, por argumento de garantir a especulação ou manter o dever sagrado da propriedade privada, o povo é duplamente excluído de espaços que deveriam ser só seus e da natureza. A terra é tirada dos camponeses, o teto é distante dos trabalhadores urbanos.
Muitas são aquelas, porém, que não se calam, não se rendem perante as forças desta ordem vigente. Seja com os “kraakings” autonomistas da Europa de 1970, com as ocupações de terra de movimentos de massa como o M.S.T., ou urbanas do M.T.S.T., com os centros sociais/culturais autogeridos por jovens subversivos mundo afora, inclusive aqui no Brasil, são grandes a resistência e a transformação global ou localmente. Chega a ser alarmante constatar que cerca de 34 milhões de pessoas no Brasil estão na condição subumana de “sem teto” (dado da ONU)! No D.F., o G.D.F. realizou vários despejos de famílias de ocupações populares este ano. Em contra partida, é marcante a luta da companheirada do M.S.T. e do M.T.D. e nós do K.R. (A). P., Koletivo de Resistência AnarcoPunk, queremos repetir experiências nossas que vão nesse sentido. Experiências de resistência, de uma outra cultura, de contracultura, por liberdade, pela “autogestão de nossas próprias vidas”, como reclamamos e reclamávamos à época das eleições no ano passado. Experiências de ousar contra este sistema de “coisas” que aí está.
No final de 2006, em conjunto com várias companheiras de luta autônoma, fizemos algo que há tanto reclamávamos: uma ocupação! Num bairro popular, a ocupação teve forte apoio comunitário, pena que sofremos despejo e repressão policial no mesmo dia. Ultimamente, estivemos confabulando para tentar outra vez, pensando que o melhor meio para chegarmos a esse fim é a articulação conjunta que houve no passado. Por isso, e entendendo que solidariedade e apoio mútuo são mais do que palavras, até mais do que perspectivas, são práticas de contracultura, e de autonomia, de autogestão, queremos, como Koletivo de Resistência AnarcoPunk que somos, convocar quem possa interessar, indivíduos, coletivos, movimentos, a se solidarizar e construir em conjunto um projeto, com fins socioculturais de ocupação de espaço em situação de abandono, aqui no Distrito Federal. Entretanto, já iniciamos esse processo de organização há algum tempo. Queremos que tal ousada iniciativa – mais uma, e não vamos desistir – possa desembocar num centro social autogerido, a exemplo dos que já existem pelo país e pelo mundo afora, com horizontalidade e independência. Esperamos que já a partir de agora se dêem reuniões ou encontros com mais pessoas. Fiquem tod@s atent@s a qualquer chamado para tanto. Qualquer outra ajuda, como doação de utensílios, seria bem-vinda.
É com prazer que o K.R. (A). P. convidamos você a se integrar, a ajudar nessa empreitada rebelde e ousada, porém bem modesta, com base em nossos princípios e nas experiências, já de alguma data, que temos acumulado. Os critérios de entrada nessa movida são simples: basta querer se dispor a construir um outro espaço, outro mundo, de resistência, e concordar que este modelo de mundo imobiliário que está aí, que imobiliza a gente, é injusto e não contempla as demandas de vida dos indivíduos, de autonomia e de horizontalidade.
Achamos que “carregamos um mundo novo em nossos corações” e podemos construí-lo de fato e desde já, com senso de modéstia e de coletividade. “Se não for agora, quando? Se não formos nós, quem?”. Reforçamos o convite, um pedido de solidariedade e apoio mútuo está feito.
Estimamos força a todos os projetos companheiros de luta.

Um despejo, outra ocupação!
Um espaço ocupado é um espaço encantado!
Comunicação, corpos, mobilidade, espaço livres!
Liberdade!
Koletivo de Resistência AnarcoPunk – D.F..
Agosto de 2007.

31 julho 2007

Relato sobre a squat N4, okupada em 4 de novembro de 2006, Porto Alegre.



Vemos a squat, antes de tudo, como uma experiência e prática de anarkismo e, justamente por isso, queremos relatar aqui sobre as transformações, as idéias, os conflitos, as dúvidas.
Construímos, recentemente, um forno de barro e também uma composteira que vai transformar em adubo nosso lixo orgânico. Queremos ainda construir um banheiro seco, que não contamina e economiza litros e litros de água potável. Os banheiros da kasa foram depredados, não há saídas de esgoto que funcionem e água encanada, mas algo além disso nos motiva à construir um banheiro alternativo.


Devido a um incêndio que consumiu boa parte da infra-estrutura - principalmente a de madeira - temos apenas dois cômodos com telhado, onde dormimos atualmente. Queremos construir telhados e peças inteiras utilizando barro, bambu, garrafas, caixas de leite e outras formas alternativas que sejam mais ecológicas, inteligentes e econômicas. Essa carência nos fez começar do zero, porém, graças a isso, podemos questionar e escolher como e para que construir; podemos trocar conhecimentos práticos e desenvolver e incentivar essas alternativas. Pensamos em como seria recompensador ver os muitos barracos que nos cercam cobertos de barro, trabalhando como isolantes térmicos, ou até mesmo com banheiros secos deixando clara a independência de um sistema público de saneamento básico que tarda em chegar.

Xs amigxs mais pessimistas falam em algo em torno de vinte anos para deixar a kasa pronta, xs mais positivxs, dez. Porém, “pronto” quer dizer muitas coisas e, para nós, quase como uma metáfora para a vida, estar pronto é um estágio que nunca alcançamos, porque o real objetivo é estar em constante transformação, revolução. Entretanto, nos parece obvio que mais cômodos com telhado são necessários.

Outra coisa que viemos fazendo é o cadastro de nossos livros, zines e outras publicações para que possamos disponibilizar-los para leitura e, talvez, empréstimo. Além do conteúdo libertário, pensamos também em focar em livros didáticos. Ocasionalmente tem acontecido uma oficina de wen-do – defesa pessoal feminina(sta) – que queremos ampliar, e tornar semanal. Planejam-se para breve, oficinas de teatro de rua, de plantas medicinais, grupos de estudos...
Okupar e resistir têm sido para nós, viver em comunidade, em imersão em um micro-ambiente onde praticamos e desenvolvemos métodos para vivermos mais felizes e mais livres. Sem hierarquias inquestionáveis, sem autoridades inquestionáveis, sem regras impostas. Horizontal, cooperativa, autogestionada. Mas não é só isso: acreditamos que esses princípios deveriam ser universais e lutaremos por isso. Lutaremos para questionar e romper com o conjunto de valores éticos e morais, condutas e verdades, hábitos, costumes e tradições, a cultura: que teima em controlar nossas vidas e torná-la uma silhueta. Lutaremos para ser uma ameaça.
Retomar a medicina, a arquitetura, a alimentação, o ócio, a cultura, a sabedoria. A contracultura, a contramedicina, a contraarquitetura. Retomar e Redistribuir.

Texto por N4

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squatn4@hotmail.com

Cx postal 8593
Ag. Tristeza
Cep: 91901-970
POA -RS

17 julho 2007

"façamos dos espaços vazios, cheios de vida novamente!"


Recentemente tivemos a experiência de ocupar uma casa na região metropolitana de Porto Alegre, na cidadezinha de São Leolpoldo. A nescessidade de um espaço físico para algumas atividades do coletivo Mentes Plurais, fez buscarmos esse lugar. Então, depois de uma curta pesquisa de casas disponíveis resolvemos ocupar no dia 20 de Maio de 2007. Foi bem tranquilo o dia em que entramos. A casa que antes era um lugar sujo, que servia de “mocó” e não cumpria sua função social agora ganha vida e coloridas cores. Nos dias que seguiram houve algumas complicações com os antigos "moradores", depêndentes químicos, pessoas que realmente não tinham lugar algum para morar, um erro nosso não ter tentado um diálogo com essas pessoas. Quando entraram ficaram do outro lado da casa, que era dividida ao meio por uma parede. Nós muito assustad@s resolvemos não falar nada.

A casa situava-se no centro de São Leolpoldo, do lado da estação de trem. Era um espaço bem grande, uma casa dividida em duas. Tínhamos diversos sonhos ali, hortas com os mais variados legumes, biblioteca comunitária, realização de oficinas, encontros de malabares. Nosso maior objetivo era que ali fosse um grande polo de difusão do anarquismo e da revolta. Não queríamos cometer o mesmo “erro” que muitas outras okupas punks cometem, em ocupar e apenas morar, nossos sonhos eram além. Nossa vontade era que o espaço fosse frequentado pelo mais variados tipos de pessoas, desde o tiozinho que cata latas até o artista de rua. Não queríamos que a casa tivesse um fim em si mesmo, mas que fosse um dos meios ao qual poderíamos estar atuando.

Seis dias antes de completar um mês fomos surpreendidos com o desalojo, que já era esperado. Alguns dias antes fomos até a prefeitura verificar novamente como andavam as dívidas da casa, pois suspeitávamos de que a antiga proprietária pudesse nos tirar dali. E havia um IPTU pago recentemente, isso nos deixou apreensiv@s e com medo, mas não desistimos. Aconteceu um pequeno evento com a mostra de um filme muito interessante, “A Tornallion” sobre uma comunidade agrícola de Valência que lutava para não ser desalojada devido a construção de um porto marítimo. Quando faltavam 5 dias para completar um mês que estávamos ali recebemos a visita de um advogado querendo que saíssemos, sem revelar quem o mandou, disse que a casa fora comprada por alguém e que ali viraria um estacionamento. No dia seguinte, pela manhã, quando ainda estávamos dormindo, ele aperceu com um caminhão de mudanças e com mais alguns capangas. Resolvemos questioná-lo pois não havia pedido de reintegração de posse, o questionamento era viável, sem aquilo não poderíamos sair. Ele então ameaçou chamar a polícia, para que nossos nomes não fossem registrados, resolvemos sair.

Essa foi uma experiência muito boa, apesar dos erros cometidos, talvez se tivéssemos conversado e planejado um pouco mais antes de ocupar poderia ter sido diferente. Fica aqui minha força à tod@s @s compas que lutam para que se seus sonhos se tornem realidade. Que surjam cada vez mais ocupações pelo resto do mundo, façamos dos espaços vazios, cheios de vida novamente! Muita luta à tod@s! Coletividade Sempre!

por: Kassandra

Coletivo Mentes Plurais

caixa postal: 17018 cep:90010-970

Porto Alegre-R$

28 junho 2007

Relatos de uma okupação... e um desalojo

"...um dia que ao invés de nos desanimar, nos provou a força da coletividade e dando mais força, revolta e experiência para seguirmos caminhando, sem dar passos atrás nesta luta sem final! Enaquanto houver gente sem casa e casas sem gente, haverá okupações! "


"Se morar é um privilégio, okupar é nesserário!"

à comunidade de Brazlândia,
à tod@s que meteram a mão na massa,
às/aos compas que nos desejaram sorte e prestaram apoio,

"Relatos de uma okupação... e um desalojo"

Era por volta de 7 hrs da manhã do dia 22 de dezembro de 2006, quando um grupo de 12 pessoas chegam ao local tão esperado. Uma casa pequena, com um quarto, um banheiro, uma salinha com cozinha e um pequeno espaço aberto em frente, passaria do abandono a okupação de vidas, sonhos e lutas. As 3 pessoas que pularam o portão, e com o auxílio de quem ainda estava de fora, destroem a fechadura, abrindo ao som do "kraak" as possibilidades para uma construção libertária. As tralhas e mochilas são logo colocadas a dentro, as pessoas observam o local sujo, e já começam a por as mãos na massa; dentro da casa vários sacos e caixas, fora se entulhavam centrimetros de terra, galhos, mato, mal podendo ser vista a "cor" do chão.

Antes

A porta da casa de fato, tampada com tijolos, é posta a baixo, enquanto pela janela de trás entravamos alguns ansios@s em ver dentro. Nos surpreendemos ao ver que a fiação elétrica ainda estava na casa, e tinha ainda vaso, torneiras, um armário novo e uma cama que poderia ser reaproveitada. Nos surpreendemos ainda mais quando mechendo no relógio de água ouvimos o som da descarga após ser puxada: tinhamos água! Logo começamos a desentulhar a entrada, levando os galhos pra fora e, com o empréstimo de um carrinho de mão e mais uma enchaida de vizinhos, levavamos terra, grama e tudo mais. Foi bom ver a reação também animada da vizinhança, pois curiosamente perguntavam-nos sobre o que estava aconteçendo, e nossas respostas muitas vezes curtas mas simpaticas de que acabaria aquela abandono e que revitalizariamos o espaço, sugeria o desejo de boa sorte, de força. E ao passo que retiravamos e sujeira, crescia mais e mais a felicidade, nossa e da comunidade, vendo pessoas integarindo num mutirão dando Vida ao abandono. Ao longo do dia, nos já em 16 pessoas que transitavam, surpreendiamos com nós mesm@s: atestamos que 'sem mutirão, não há solução!'. De 7 da manhã até umas 17 da tarde o local estava praticamente outro, sem nenhum entulho na frente nem dentro da casa, haviamos colocado uma porta no banheiro e o limpado, pintado de rubro-negro o portão, tampado os burracos do muro com retalhos de tijolo e cimento, ligado a água, limpavamos o chão empoeirado e ainda com ótimo diálogo com a comunidade; fizemos com esperança, camaradagem e criatividade o que alguém pago pra fazer não o faria; começavamos a rir ao ver se concretizando o começo de sonhos e projetos.

Depois

Foi então que, após a primeira chuva (que inclusive ajudou-nos a limpar mais a entrada), por volta de 17:30, ao invés da calmaria, chegam três políciais em um carro batendo no portão... Alegavam estar com a proprietária e, logo que abrimos, indagaram-nos -como de costume- o que faziamos alí, quem era o proprietário ou se alguém era parente. Adentraram a casa observando a situação enquanto tentavamos algum diálogo e argumentações, mostramos fotos de como estava o local antes, nosso projeto para o futuro Centro Social. Porém não tinha muito o que conversar com os políciais, a proprietária estava na delegacia, e já sabia do ocorrido desde as 11hrs. Foi presiço ir 2 pessoas lá falar com ela, enquanto outros 6 esperavam na casa sem saber o que aconteçeria. Na delegacia, a disposição da dona do abandono não era de diálogo, apenas queria seu imóvel de volta alegando que estava em construção, provavelmente para o deixar as traças novamente; ao menos não queria registrar ocorrência, o que nos complicaria com as acusações de invasão de domicílio e corrupção de menores. Na casa, ainda tinhamos esperança de nossa permanência e absurdamente contentes com nosso trabalho naquele primeiro dia, e que viria a ser o único. Então por volta das 19:30 chega à casa um delegado e um agente da polícia civil, mesmo que tentavamos esboçar alguma resistência e diálogo, não tinhamos muito o que fazer: ainda tinha raios de sol e pelo fato de ser o primeiro dia ali não preçissavam de mandato pra nos retirar. Estava feito mais um desalojo...

Nossas coisas ficaram na casa vizinha enquanto fomos todos levados a delegacia. Avisamos, já na primeira entrada da polícia, todas as pessoas que poderiam vir e nosso advogado, mas pela comunidade de Brazlândia ser uma das mais distântes do centro, puderam chegar só quando fomos liberados; novamente não tinha mais o que fazer além da triste lembrança dos bons momentos na casa. Mais uma vez a polícia nos mostra de que lado está...porém, não desistiremos assim tão fácil. A iniciativa de Anarcopunx envolvendo outras pessoas do meio autônomo, libertário e feminista, de "colorir o abandono" de uma casa sem função social à treze anos e sonhando/planejando isso à alguns meses, foi posta a baixo em um dia...um dia que ao invés de nos desanimar, nos provou a força da coletividade e dando mais força, revolta e experiência para seguirmos lutando, sem dar passos atrás nesta luta sem final! Enaquanto houver gente sem casa e casas sem gente, haverá okupações! Enquanto existir o Estado que protege o capital e as propriedades privadas, estaremos nós lá junto as comunidades exploradas pela sua emancipação, seu bem-estar e sua dignidade!

"Desalojos são destúrbios!"

levantar a cabeça e seguir na luta:
"podem desalogar nossos corpos e nossas coisas, mas nunca nossos sonhos"

22 janeiro 2007

Resistência AnarcoPunk
Olá!
Este texto que segue foi escrito em setembro de 2006. Foi, também, um dos textos que publicamos em nosso primeiro informativo -Alternativa Libertária. Ele serve, então, como um registro histórico, nossa memória das atividades e correrias que fizemos, de momentos de aprendizagem, de alegrias e tristezas, de erros e acertos; mas que devemos, mesmo assim, lembrar, para tirar lições do passado, aplicar no presente e "colher" no futuro...
Ele fica como uma tentativa de inspirar e fomentar a organização, a luta e a experimentar com resistência os caminho da liberdade. Tanto ao movimento/cena/kultura anarkopunk, quanto as pessoas de outras culturas e tendências políticas, ou mesmo sem, mas que aspiram a igualdade, a solidariedade e camaradagem entre as pessoas comuns, despossuidas y exploradas. Acreditamos que devemos nos organizar diretamente em torno de nossas principais necessidades, dos nossos locais de relações sociais -trabalho, escola, bairro, rua, etc, de nossas afinidades políticas, pessoas e culturais, para unir-nos e direcionarmos forças para lutar por nossos ideais e superar nossos problemas mais imediatos.

Qualquer sujestão, pergunta ou vontade de trocar idéias, adquirir nossos informativos ou dar contribuições, entre em contato conosco:

Caixa Postal: 2311, CEP: 70343-970, Bra$ília/DF
e-mail: krap_df@riseup.net

Boa leitura!

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UM HISTÓRICO

Vai fazer quase 2 anos da mais recente experiência, no distrito federal, de coletividade punk que tenta se organizar, para se unir, resistir frente a esta cidade, e tentar muda-la. No começo do ano de 2004, @s anarcopunks do d.f., alguns/mas inspirad@s em uma das sugestões colocadas no encontro nacional de Dezembro de 2003 (São Paulo), de fortalecer as realidades locais antes de tudo, resolvem tentar rearticular o que seria nomeado de M.A.P.-D.F..Grandes reuniões ocorreram, assim como um ato-panfletagem no dia nacional antifascista (Fevereiro, 2004) tirado no mesmo encontro. A prática da idéia de continuar com o grupo não vingou e a iniciativa acabou dispersando. Porém, até o final do ano e justamente a partir desta tentativa falha, foi articulado, principalmente por boa parte destes/as mesm@s anarcopunks e de integrantes do centro de mídia independente-bsb, o primeiro Encontro de Grupos Autônomos do D.F., depois de muito esforço e várias cansativas reuniões. O encontro também teve inspiração nacional, no E.G.A. realizado em São Paulo (Fevereiro de 2004). O objetivo do E.G.A.-D.F., de Setembro, era chamar, tentar agremiar grupos autônomos, isto é, anticapitalistas e anti-hierárquicos , organizados/formalizados ou não, da cidade. Foi um momento interessantíssimo por estas bandas, na verdade um marco para a então futura movimentação autônoma daqui. Ficou, pra tod@s @s envolvid@s, não só a quebra do gelo, a camaradagem de um fórum de troca de experiências “face a face”, e sim também a revelação do poder de lutas e de associação que tinham os setores ali envolvidos. Nisso se inclui, muito especialmente, o meio anarcopunk. Fomos consolidando um processo de ganhar -mais- maturidade. Ou seja, um processo muito nosso também, de ver com uma obrigação maior ainda a solidariedade de lutas, a importância da comunicação em vez do sectarismo tosco, e anti-punk, que por vezes nós mesm@s tanto passamos perto de cometer. A importância de estar sempre aprendendo, sempre (se) perguntando, ao caminhar pra revolução cultural, ao invés de se isolar como se a subversão/revolução já estivesse feita e fosse de nossa propriedade. É bacana ressaltar que sempre temos participado, antes do EGA-DF (ajudando a organizá-lo), mas muito a partir dele, não como bloco nem grupo organizado, mas com um empenho e garra consideráveis, em uma série de correrias afins como o M.P.L., o c.m.i. daqui, rádio livre, grupo de estudo do anarquismo, também no próprio espaço da C.G.A.. Estavam presentes discussões/grupos de mídia independente, de gênero, punks, do meio estudantil/universitário, hip hop,... Formaram-se referências: a Convergência de Grupos Autônomos, depois o Movimento Passe Livre-D. F., e então, né, lá pelo começo de 2005, meio que depois do período do Fórum Social,, ganha mais forma o Koletivo de Resistência AnarcoPunk-D.F., com o intuito básico mínimo de dar maior coletividade, união, associação, entre punks. Antes da, e durante a, existência inicial do coletivo, ocorria paralelamente, seguindo esse sentido da crescente maturidade política autônoma na cidade, um contato maior entre nós punks daqui de Bra$ília. Não graças a um decreto do k.r.a.p., até porque eram pouc@s @s integrantes reais do coletivo, mas em alguma forma por causa desta iniciativa também, passamos boa parte da primeira metade do ano realizando um processo bem implícito, que pode ser difícil de detectar num primeiro momento, atravessamos meses ganhando mais confiança interpessoal, extrapolando aquela coisa clássica de muitas cenas de cidades médias ou grandes, um conjunto de grupos-de-roles separados, cabreros/sem-afinidade/tretados, o que também havia por aqui. Ainda nesse sentido, apareceram pessoas (bem) novas sem paranóias nem modismos clássicos, o que também deu muita liga nessa vivência/interação/camaradagem entre @s anarcopunks da cidade. Fizemos alguns eventos/gigs, como o “arte e sabotagem”, em Planaltina, com belíssimas intervenções de poesia e de teatro, o “afropunk” no Instituto Comunidade Praia Verde, espaço que lida com cultura afro, da Candangolândia, com o valoroso camarada anarcopunk sul-africano, da Federação Anarco-Comunista Zabalaza, Johnnatan, o “se não mudamos o mundo tampouco ele nos mudou” no Gama, o penúltimo organizado diretamente pelo nome do K.R.A.P., todos com a significativa e essencial presença de pessoas não-punks, simpatizantes com os temas. Nas férias de meio do ano tentamos ocupar e encantar o “Hotel Guarapari”, clássico e tático local abandonado daqui, iniciativa muito válida e que nos deu experiência, mas mal-sucedida por repressão de capangas e erros nossos.

O Instituto Comunidade Praia Verde, no bairro de Candangolândia, foi o espaço também de pelo menos outras três importantes atividades pra nossas movidas aqui, em ordem temporal, o Encontro Local AnarcoPunk (nível d.f.), o II Encontro de Grupos Autônomos-d.f.., o I Encontro Regional [Centro Oeste] AnarcoPunk. No Encontro Local (Setembro) fizemos discussões e reflexões variadas, mas basicamente sobre a realidade local, óbvio. Não tiramos muitos encaminhamentos pra cumprir nem um relato formalizado, mas houve alguns pontos avaliativos gerais, como tentar caminhar em nível local com tranqüilidade/maturidade, sem querer fabricar um Movimento AnarcoPunk do Distrito Federal, continuar com a experiência do Coletivo; e que @s punks da cidade poderíamos seguir, pelo momento de então, como um grupo de afinidades; que o próprio momento do encontro era bom para tocar mais coisas do que as que já vinham sendo feitas; que o encontro era fruto de uma interação maior entre nós anarcopunks da cidade; que tínhamos disposição para organizar um encontro centro oeste;... E, pra fazer o regional, sendo que ele ocorreu no meio de Outubro, o tomamos como pauta maior até lá, articulando contatos com pessoas das outras realidades participantes, Cuiabá, Uberlândia, Goiânia. Também houve falas relativas a Porto Alegre, já que havia compas que eram de lá ou por lá tinham passado um bom tempo. Importantíssimo foi este momento. Lógico que, muito com base na experiência do discutido em nosso fórum local, tivemos ações paralelas até a chegada d@s compas, estudamos o caso de uma ocupa em Brazlândia, que resolvemos abortar, e um ato contra o repressor e irracional circo animal Beto Carrero. Contudo, o fato é que finalmente havia ocorrido um Encontro Centro Oeste, isto é, as várias realidades da região estavam presentes, fizeram um bravo esforço para comparecer, discutir e deliberar, não houve uma reunião de punks de brasília, apesar de, lógico, pela localização, foram maioria nas plenárias. Muito importante, realmente, a presença e a comunicação, interação de tod@s @s presentes, isso em nível interestadual! Discutimos, nos simpatizamos, e tiramos encaminhamentos/consensos, organizados, desta vez, em um relato, com todas as ressalvas, entretanto, de que tínhamos feito uma primeira atividade neste campo regional. Além do que, passou-se mais de um dia discutindo –e tentando quebrar- velhos tabus do meio punk, dentre eles o a banalização da violência, personalismo, sectarismo,... Até o fim do ano de 2005 do calendário cristão, o coletivo teve seguidas e inchadas reuniões de uma grande punkaida interessada, incluindo pessoas de fora que estavam no Encontro Regional, com quem, vale colocar, sempre tivemos boa relação. O Koletivo se via, por aí, com reuniões periódicas, muita gente, uma camaradagem mais forte ainda, e alguns acontecimentos/pautas/discussões prioritárias. Fomos fundamentais na organização do II E.G.A., quando houve, inclusive, o ressurgimento do libertário coletivo de teatro Rosa Negra, com boa peça “sobre o Estado”, repetida no “mundaréu”, já à época do Encontro Regional. Pena o grupo ter acabado logo depois daí. Discutimos, como estamos fazendo até hoje e este texto de apresentação é fruto disso, nossa (re) organização geral, fomos convidados por dois manos libertários a co-gerir, desenvolver alguma coisa, em aberto, que fosse em um espaço rural, numa chácara (“Satanás Querido”/ “Ternurinha do Caos”), tiramos de articular, um pouco na linha de um dos encaminhamentos regionais, um Dezembro anti-fascista aqui, nos afastamos do Instituto Praia Verde, por sábios e autônomos motivos nossos, percebemos que a relação não era de muito respeito, inclusive para conosco, enfim, começamos a pautar várias coisas, ter várias pautas pra discutir...O “dezembro anti-fascista” ocorreu, mas menor do que o que tinha sido proposto. Fizemos uma intervenção no bairro do Gama, com exposição de mural/panfletagem, outra no centro da cidade-setor comercial sul-, na verdade mais um apoio a outra intervenção autônoma, maior, que estava ocorrendo, que finalizou com um rebatismo da praça, cujo nome era relacionado à ditadura dos milicos, e ficou sendo “praça do povo”, a mídia local chama assim até hoje. Ainda foi feita uma semana, no conic, área central da cidade, só de mostra de vídeos, todos com temática anti- fascismo/preconceito/conservadorismo, com destaque para a boa estrutura da mostra e a presença de camaradas de grupos afins (mpl, mtd, e outr@s, do meio autônomo). Passamos bastante tempo sem reuniões, uma vez que o tempo de virada de um ano pra outro é complicado, culminando, no primeiro dia de Janeiro de 2006, com um histórico e covarde aumento de passagens, de mais de 21 por cento, chegando a mais de 50 por cento. Foram muit@s @s que quase deram sangue nessa comprida luta, incluindo nós. Vários bairros e indivíduos se envolveram bastante nisso, e durante uns bons meses, com o protagonismo necessário do M.P.L.-D.F.. Todos fizemos o que pudemos na luta, mas até hoje chegamos a pagar seis reais numa viagem urbana simples. A chácara, ficamos sabendo, já tinha voltado a ser do dono de novo, com a volta do mesmo. Fato, na verdade, posterior à nossa indisposição em articular qualquer coisa por lá, ou pensar coletivamente, consensuar o que fazer, tivemos problemas neste sentido, foi complicado sentar pra discutir essa pauta.

Caminhamos neste ano de 2006 com menos gente, e sempre discutindo/fazendo reestruturação, o que não nos impediu de tocar algumas coisas pra frente. Uma delas foi, no clima do ano de eleições, e de crítica a elas, por exemplo o lema que vem ganhando força “existe política além do voto”, a discussão que organizamos no sugestivo dia primeiro de abril (“dia da mentira”) no bairro de brazlândia, no “espaço 35”, usando o vídeo “o espetáculo democrático”.Foi um dia extremamente interessante, e concluímos que estava ali uma possibilidade de algum trabalho mais constante, uma intervenção mais de base.A discussão foi muito boa, um bom número da comunidade dali perto apareceu e fez várias falas bem críticas às atuais eleições, foi um dia que talvez mereça mesmo um relato à parte.Nesse sentido, entre uma reunião e outra, decidimos que poderíamos fazer alguma intervenção relativa ao primeiro de maio no mesmo bairro, de falar sobre um outro primeiro de maio, esquecido.Desta vez, fizemos em uma escola, na mesma quadra residencial de antes, comparecendo mais um público jovem. No mais, não custa nada lembrar das panfletagens na embaixada da Espanha, em solidariedade ao caso de injustiça catalã contra os manos Rodrigo, Juan, Alex, Rubens, Ignasi, sendo que Juan e Rodrigo ainda estão presos, atravessando dias em greve de fome, e mais recentemente, na nona Parada do Orgulho LGBTS, sobre “lute consciente, voto nulo”, já que o tema era “vote consciente, vote arco-íris”.

Por vezes temos avaliado que podemos e temos de continuar alguns eixos gerais de nossa modesta atuação, como: nossa estrutura; fortalecer projetos, com intervenções mais constantes nossas, este talvez um ponto mais novo; além, é claro, de ajudar em iniciativas/projetos afins que já existem, principalmente de movimentação autônoma e subversiva. Cada coisa dessa pode ter respectivos exemplos. Quanto à nossa logística, falamos de finanças, comunicação interna, reuniões, captação de recursos; sobre trabalhos mais duráveis vemos a possibilidade da proposta de um cineclube em um bairro popular onde já temos algum contato; sobre participar em movimentações afins, é certo que estamos dispostos a integrar a Convergência de Grupos Autônomos daqui, ajudando na idéia do ainda inicial projeto de uma Outra Campanha, “existe política além do voto”, onde os grupos passariam por parte do d.f com esta mensagem, incluindo o crap e o mesmo bairro de Brazlândia, o que pode ser um momento para os grupos avançarem nas suas militâncias, e descentralizando-as. A Outra Campanha, assim, é algo pra ser realizado.

NÓIS MEMO

Somos um coletivo anarcopunk. Somos libertários, anarquistas, punks. Uma coletividade, não uma panelinha onde só entra quem nós julgarmos bonit@s ou engraçad@s nem um grupo político fechado em dogmas ideológico-científicos. Pessoas que, como tod@s @s outras, são únicas, sem cópia, sem clone, apesar da imposta e, infelizmente muitas vezes reproduzida e bem-vinda, padronização babaca da nossa sociedade de massas. Uma massificação, na verdade, que dita a autoridade pra nós, a crença cretina de que há superioridade entre os seres. Somos (de novo! hehe) tantas coisas, tantas idéias, justamente elas que tanto nos unem, mas, quem diabos somos/seríamos nós?A pergunta não tem, pra bem ou pra mal, uma resposta curta, mas talvez simples, sim. Não temos um espaço formal nem aprofundado tanto do que seriam nossos princípios quanto de leitura do mundo, da história, ou da nossa realidade. Contudo, existem pontos que nos unem, nos levam a atuar, a consensuar e a consensuar a atuar. Enfim, algumas várias aspirações e inspirações.

Inspirações:
Antes de muita coisa, um nome, uma identidade, “punk”, de algum jeito, nos une. Pra nós bem diferente de um purismo moralista alternativo ou apenas uma estética agressiva, punk é uma contracultura, uma cultura subversiva da bosta de lógica autoritária/burguesa que aí está posta. Uma ética, uma prática do que você mentaliza, pretende, a realização de si mesm@, do ser humano. Não só fazer você mesm@, ser você mesm@! Por isso também, vale colocar, esta cultura de mudança, de questionamento, não está fechada, é construída pelos significados que todos damos pra ela. Acreditamos que esta ética autônoma, libertária, também pode muito bem ser praticada por tod@s, as realizações plenas de cada um não deixam de ser coletivas, e está extendida, presente, em muitas subversões pelo mundo afora. Assim, temos a intenção de encarar coletivos punks como movimentos sociais, lado a lado com setores oprimidos para transformar aquilo que tanto questionamos, discordamos, ou seja, queremos nos organizar para contribuir pra tão querida revolução social. Como o próprio relato acima demonstra, damos muito valor à comunicação entre nós, entre tod@s, para caminharmos unid@s e subversiv@s. Em termos de princípios gerais, fechamos bastante com os da movimentação autônoma conjunta daqui, que ajudamos a elaborar: procurar caminhar com consenso; independência (maior insubordinação possível do “sistema”); horizontalidade; autonomia (livre associação, autogestão,...);...

Aspirações:
Auxiliar na revolução, e em práticas e valores que caminhem neste sentido. Contribuir com a associação subversiva de pessoas, de valores, de interesses, de costumes. Por exemplo, existem valores, de igualdade e diversidade entre seres, anárquicos, assim como práticas, de associação, apoio mútuo, ação direta. Moral, prática, são elementos de uma ética. Diferente de descobrir a verdade, tomar consciência da realidade, a pessoa revoluciona quando confia no poder da associação coletiva. Assim nos emancipamos, quando arregaçamos as mangas, ou as almas, e tentamos fazer por nós mesm@s, conosco mesm@s, ser nós mesm@s. Nós, oprimid@s, tod@s sabemos que somos explorad@s ou que não usufruímos plena e felizmente da existência, do poder que nos são roubados/diminuídos, nós sentimos isso. Uma grande mudança, por exemplo, vem quando passamos a desacreditar na máxima que cada um/a possa e deva exercer acumulação de capital, subvertemos isso, exercitando associação, comunicação, confiança e respeito mútuos. Ao invés do carreirismo especulador e do lucro máximo em cima d@s outr@s, a realização dos nossos sonhos. Que cada pessoa possa realizar algum sonho seu, desenvolver alguma cultura. Que façamos nós mesm@s, sejamos nós mesm@s. Aspiramos mudar esta vida, mudar esta sociedade.






KRAP

11 janeiro 2007

Olá pessoas!
Este é o novo blog do KRAP e, por ser novo, estamos o construindo pouco a pouco e segundo as deliberações tiradas no Koletivo; por isso sua permanência, mesmo que em pouco tempo, "parado"... estarmos o atualizando logo logo, aguardem e confiram!!!



Este blog servirá com um meio de propaganda, tanto das atividades do Koletivo, como de nossas reflexões, discussões, pespectivas internas, textos sujeridos pelos membros, atividades e reflexões do meio autônomo, anticapitalista, libertário, feminista, popular, antifascista, de coletivos camaradas e próximos, de lutas travadas, de notícias que devem ser publicadas, etc. Registrando, também, um pouco de nossa história...

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"PODER PARA O POVO!!"